ENTENDA COMO FAZER UMA ANÁLISE DE RISCO DE SPDA DE FORMA RÁPIDA E CORRETA:
Com a planilha da VOLTAGEM MÁXIMA, a análise de risco de SPDA acompanha as diretrizes da ABNT NBR 5419:2026, contemplando a nova metodologia de cálculo, os valores atualizados de NG, a substituição do risco R2 pela avaliação da frequência de danos (F) e os demais critérios aplicáveis à análise. Além de automatizar os cálculos, a planilha gera automaticamente um memorial de análise de risco completo e organizado, transformando informações técnicas em uma apresentação profissional e facilitando a elaboração, conferência e documentação dos resultados.
ENTENDA TODAS AS ALTERAÇÕES DA NORMA:
A publicação da ABNT NBR 5419:2026 trouxe mudanças importantes na metodologia utilizada para avaliar a necessidade de proteção contra descargas atmosféricas. Mais do que uma simples atualização de fórmulas, a nova edição modifica parâmetros de entrada e introduz uma forma complementar de avaliação voltada especificamente à ocorrência de danos e à disponibilidade dos sistemas e equipamentos.
ATUALIZAÇÃO DOS VALORES DE NG
Uma das mudanças mais importantes está relacionada à densidade de descargas atmosféricas para a terra, NG. Esse parâmetro é fundamental para a análise, pois influencia diretamente a determinação do número anual de eventos perigosos que podem afetar a estrutura e suas linhas conectadas.
A NBR 5419-2:2026 estabelece que, para os cálculos de análise de risco e frequência de danos, devem ser utilizados exclusivamente os valores apresentados no Anexo F da própria norma. A atualização também trouxe uma nova base de dados para esses valores, fazendo com que diversos municípios brasileiros apresentem valores de NG diferentes — e, em muitos casos, superiores — aos anteriormente utilizados.
Na prática, isso significa que uma mesma estrutura, mesmo sem qualquer alteração em suas dimensões ou características físicas, pode apresentar um resultado diferente na análise simplesmente em função da atualização do valor de NG adotado pela nova norma.
A saída do risco R2
Outra mudança significativa foi a retirada do R2 — risco de perda de serviço ao público como uma das resultantes tradicionais da análise de risco.
A NBR 5419-2:2026 passa a indicar expressamente que o R2 foi substituído pela avaliação da frequência de danos F. Dessa forma, a disponibilidade e a vulnerabilidade dos sistemas passam a ser analisadas por uma metodologia específica, separada da avaliação convencional dos riscos relacionados às perdas.
Essa mudança representa uma alteração importante na interpretação dos resultados. Antes, a análise relacionada à perda de serviço era expressa por meio de um risco anual; agora, a metodologia introduz uma avaliação baseada na frequência esperada de eventos prejudiciais aos sistemas que se deseja proteger.
A nova frequência de danos F
A frequência de danos F é uma das principais novidades da NBR 5419:2026. Ela representa o número esperado de eventos prejudiciais causados por descargas atmosféricas nos sistemas, equipamentos ou instalações avaliados.
Sua determinação é realizada pela soma das frequências parciais:
F = FB + FC + FM + FV + FW + FZ
Cada uma dessas componentes considera diferentes fontes de danos, incluindo descargas atmosféricas na própria estrutura, próximas à estrutura e incidentes sobre as linhas elétricas ou em suas proximidades. As frequências parciais são determinadas, de forma geral, pelo produto entre o número anual de eventos perigosos (N) e a probabilidade de ocorrência de danos (P).
Uma nova forma de avaliar a necessidade de proteção
Com essa metodologia, não basta apenas verificar se os riscos tradicionais estão abaixo dos respectivos valores toleráveis. Quando estiver envolvida a falha de sistemas relacionada ao tipo de dano D3, também deve ser considerada a frequência de danos.
O resultado obtido para F é comparado com a frequência tolerável FT. Para sistemas críticos, a norma estabelece um valor máximo proposto de 0,1 por ano, enquanto, para sistemas não críticos, o valor de 1 por ano é apresentado como referência representativa.
Em resumo, três mudanças merecem destaque: a atualização da base de valores de NG, a retirada do R2 como resultante de risco e a introdução da frequência de danos F como um novo critério para avaliar a necessidade de medidas de proteção relacionadas à disponibilidade e ao funcionamento dos sistemas.
Isso representa uma mudança importante para ferramentas automatizadas de análise de risco: não se trata apenas de atualizar valores de entrada, mas de incorporar uma nova lógica de avaliação ao processo de cálculo e à conclusão apresentada no memorial.
E a planilha Voltagem Máxima de análise de risco de SPDA oferece tudo isso!!
Exemplos de mudanças na metodologia de cálculo
A metodologia tradicional para determinação dos componentes de risco continua baseada na seguinte estrutura:
RX = NX × PX × LX
Ou seja, cada componente de risco continua sendo determinado pela combinação entre o número anual de eventos perigosos (N), a probabilidade de dano (P) e a perda consequente (L).
A nova equação da frequência de danos
Uma das principais novidades da edição 2026 é a criação de uma metodologia específica para avaliar a frequência de danos F, que substitui o antigo tratamento dado ao risco R2.
A frequência total é determinada pela seguinte expressão:
F = FB + FC + FM + FV + FW + FZ
Diferentemente da metodologia tradicional dos riscos, a frequência de danos não considera o fator de perda L. Cada componente é calculado pela relação:
FX = NX × PX
Essa diferença é importante: enquanto o risco avalia a probabilidade e as consequências de uma perda, a frequência de danos avalia diretamente a quantidade esperada de eventos prejudiciais aos sistemas ou equipamentos.
Novas equações aplicáveis aos componentes da frequência de danos
A NBR 5419-2:2026 também estabelece equações específicas para cada origem dos danos. Entre elas, podem ser destacados os seguintes exemplos:
FC = ND × PC
para danos associados a descargas atmosféricas na estrutura;
FM = NM × PM
para danos provocados por descargas atmosféricas próximas à estrutura;
FV = (NL + NDJ) × PEB
e
FW = (NL + NDJ) × PW
para situações relacionadas às descargas incidentes nas linhas conectadas à estrutura;
além de:
FZ = NI × PZ
para danos associados a descargas atmosféricas próximas às linhas.
